A nossa Amazônia!
Foto: Arnoldo Santos/ Lago do Curuçá/ Rio Solimões/ Município do Careiro
terça-feira, 26 de outubro de 2010
O VELHO "NEGRO" VOLTA A SUBIR...SERÁ O REPIQUETE?
Esta matéria saiu no Portal Terra na manhã desta terça-feira, 26. Lembrou meu Pai, que sempre me falou do tal do repiquete. Desde criança, essa palavra me chama a atenção. Natureza é sábia mesmo! Alguma coisa, ela quer nos dizer, não?
Então...
O nível da água do rio Negro, que atingiu no último domingo a menor cota já registrada, voltou a subir nas últimas 24 horas. Na manhã desta terça-feira, a cota do rio medida pelo Porto de Manaus (AM) mediu 13,68 m, o que significa uma elevação de 5 cm em relação a domingo.
Apesar da subida da água, os responsáveis pelo monitoramento das águas em todo o Estado do Amazonas não confirmam o retrocesso do processo de vazante. "Ainda não dá pra dizer que o rio Negro parou sua vazante. Isso porque em Tabatinga, na fronteira do Brasil com o Peru e Colômbia, o rio Solimões voltou a descer 9 cm", informou o chefe do setor de hidrologia do Serviço Geológico Brasileiro, Daniel Oliveira.
Os especialistas em ciclos hidrológicos afirmam que pode estar ocorrendo o fenômeno conhecido como "repiquete", que é uma subida repentina do nível do rio em pleno processo de descida.
A foto acima foi tirada na tarde do último sábado. O navio encalhado é de bandeira brasileira, particular e está no Porto do Bibi, logo abaixo do Porto Chibatão, onde houve um grande deslizamento de terra no último dia 17.
(foto: Arnoldo Santos)
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
DEPOIS DE BATER RECORDE HISTÓRICO, RIO NEGRO DEVE CONTINUAR BAIXANDO POR MAIS 15 DIAS
A vazante do rio Negro, que atingiu o menor nível de água desde 1902, quando o monitoramento começou a ser feito pelo Porto de Manaus, deve parar dentro de 15 a 20 dias. O prognóstico foi feito neste domingo à reportagem do Terra pelo engenheiro Daniel Oliveira, chefe do setor de hidrologia do Serviço Geológico Brasileiro. “A tendência é que essa descida vá diminuindo a média de centímetros por dia a tudo se normalize nos próximos dias”, confirmou Daniel. A expectativa pode ser confirmada também pelo início da descida das águas do rio Solimões, na região de fronteira, o que aconteceu no dia 12 de outubro. Mas antes da vazante deste ano terminar, o fenômeno já mudou paisagens, gerou prejuízos materiais e deixou pelo menos 62 mil famílias afetadas pela seca.
No interior do estado, 38 detectaram situação de emergência. A maioria deles, no rio Solimões. “Apesar de Tabatinga (alto rio Solimões) já estar com rio subindo, nós ainda vamos enfrentar aí pelos próximos 15 dias essa forte estiagem”, diz o secretário da Defesa Civil do Amazonas, Roberto Rocha. Por isso o Exército e o Governo do Amazonas anunciaram que começam, nesta segunda-feira, a transportar por helicópteros mantimentos de primeira necessidade, como produtos de higiene e água. O primeiro município a ser atendido é Tefé, localizado no rio Solimões, a 575 quilômetros de Manaus, onde serão visitadas as comunidades de Caiambé e Bacuri. Na sexta-feira passada, o Ministério da Integração Nacional autorizou o repasse de R$ 23 milhões para ações de socorro e assistência aos municípios atingidos pela seca. Os recursos serão empregados na aquisição de cestas básicas, filtros purificadores, motobomba, equipamentos para fornecimento de água potável e barracas, além da locação de carros-pipa e caminhões.
Em Manaus, a orla da cidade virou um cemitério de barcos encalhados, aparentemente abandonados pelos proprietários. Alguns viraram moradia para urubus, como no porto da Panair, o maior entreposto de pescado da capital, por onde chegam a passar 160 toneladas de peixe por mês. Na zona Sul de Manaus, onde fica a maioria das empresas de navegação e estaleiros, grandes balsas de metal e até um grande navio cargueiro jazem no meio da terra. “Eu nunca vi o rio tão baixo. Todo ano, a água desce, mas esta vez foi muito...”, diz o vigia de um dos estaleiros, Francisco Matos.
A navegação continua afetada e, a cada dia que passa, torna-se mais perigoso viajar pelos rios da região. “O comandante do barco vinha todo tempo preocupado com os navios que passavam muito perto uns dos outros. Na viagem, nós passamos por vários deles porque a maioria não está viajando à noite”, disse o empresário Paulo Araújo. Ele chegou a Manaus vindo de Parintins, no rio Amazonas, neste domingo. Viajou cerca de 20 horas subindo o rio em um barco de passageiros. Para diminuir o risco de acidentes, a Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos, já emitiu um alerta a todos os donos e comandantes de embarcações que evitassem as viagens noturnas, principalmente pelos rios mais afetadas pela seca.
Por enquanto, a situação dá apenas indícios que pode diminuir. A vazante do rio Negro chegou a manter uma média de 22 cm de descida, segundo dados do Serviço Geológico Brasileiro. Nas últimas duas semanas, baixou para 16 e, do sábado (23) para o domingo, baixou 13 cm. A cota da água do rio Negro, registrada na manhã deste domingo, foi de 13,63 metros, um centímetro a menos do que a menor conta já registrada nos últimos 108 anos. A medição do rio Negro é feita diariamente pelo setor de hidrologia do Porto de Manaus. Nela, os anos históricos de vazante e enchente ficam registrados. O rio está tão seco que não há lugar onde colocar a marca de 2010. (Texto e fotos: Arnoldo Santos)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
COMO É FAZER UM CENSO DEMOGRÁFICO NA AMAZÔNIA?
Em uma sala que não mede mais do que
| Nos municípios de Manaquiri, Careiro da Várzea e Careiro Castanho, a área total soma mais de 13 mil Km² a serem cobertos pelos recenseadores do IBGE |
Para cobrir todo o país o IBGE dividiu o território brasileiro em áreas censitárias. No amazonas, a coordenação de subárea responsável pelo Careiro da Várzea também cuida do Censo nos municípios de Manaquiri e Careiro Castanho. Juntos, os três somam mais de 13 mil km² de área. Missão para 68 recenseadores contratados. E nesta época do ano, a vazante dos rios está deixando o trabalho mais difícil. Se o rio está cheio, chega-se a qualquer canto facilmente, usando incontáveis atalhos por entre a floresta alagada. Mas a seca obriga os recenseadores a trocar os barcos maiores por pequenas embarcações das quais a canoa é o meio mais comum.
No Careiro, o trabalho da recenseadora Ketlenn Barbosa começa em um porto flutuante na beira do Paraná do Careiro, um afluente do rio Solimões que dá acesso ao interior do município. A embarcação é uma pequena lancha de alumínio, dotada de um motor de popa e guiada pelo agente censitário Naílson Fernandes, o responsável pelo trabalho do Censo no município. Eles partem na direção da zona rural. O Careiro da Várzea tem 95% de sua área compostos por terras alagáveis, motivo principal do nome do município. Com quinze minutos de viagem, a equipe chega à comunidade do Igapó Açu onde moram cerca de 30famílias. O único acesso às propriedades é um pequeno curso d’água (igarapé) que está com nível tão baixo que os moradores tiveram de fazer um mutirão de emergência para levantar uma barragem na foz do igarapé. “Se não fizermos isso, a água sai toda e os moradores não têm como levar a produção para fora”, explica Jacó Silva que além de morador é vereador municipal.
| A dupla do IBGE iniciando um dia de trabalho. Nos três municípios da região, 68 recenseadores estão realizando o Censo 2010 |
Deste ponto em diante, a lancha é substituída por uma canoa menor ainda, mas empurrada por um motor a hélice também, aqui chamado de rabeta. O leme é o remo e a experiência do agente censitário em viver na região é essencial. “Como a seleção para o censo é um concurso público, muitas vezes a gente recebe gente de fora, da cidade grande, que não tem prática de viver no interior e nem conhece a região. Essa é uma das dificuldades”, diz o coordenador desta subárea censitária, João Paulo Lopes. Mas neste caso, a dupla do IBGE conhece a região e não tem problemas em subir o igarapé, descer nas margens irregulares e chegar até as casas. O agricultor André Gomes Pereira , 39 anos, foi um dos entrevistados. Ele mora na comunidade do Igapó Açu desde que nasceu. Vive de plantar hortaliças, assim como a maioria dos moradores da área, e mora na pequena casa de madeira com a esposa e dois filhos. “O pessoal do IBGE já tinha passado outras vezes aqui em casa e eu sempre respondo as perguntas”, disse o agricultor confirmando uma informação passada pela coordenação da subárea. A recepção aos recenseadores é sempre positiva. Mas a falta de informações exatas complica a exatidão dos dados. “A maior dificuldade que a gente encontra nas entrevistas é que boa parte deles (entrevistados) não sabe o mês e o ano que nasceu”, diz a recenseadora Ketlenn. Isso faz com que os questionários sejam preenchidos apenas como idade presumida.
| O agricultor |
Mas as dificuldades do Censo na região não se resumem à inexatidão dos dados pessoais dos entrevistados. “Já tivemos recenseador perdido porque o GPS dele deu problema. Outro que foi com equipamento e tudo pra dentro d’água fugindo de cachorros. Outro que teve a canoa alagada e uns até contraíram malária”, conta João Lopes.
Outro problema encontrado neste Censo é a grande quantidade de domicílios que não se encontram nos seus locais presumidos. “São aquelas casas flutuantes que são abandonadas ou simplesmente não são encontradas porque são levadas para outros locais quando o rio começa a baixar para que não fiquem encalhadas”, explica João. Para ajudar na cobertura das localidades mais distantes, o pessoal do IBGE buscou a ajuda dos agentes comunitários de saúde, gente que percorre durante o ano todo o município.
E assim, o Censo de 2010 vai sendo realizado nesta parte da maior floresta tropical do Planeta. De maneira bem diferente das demais regiões, mas com a mesma missão: fazer com que os brasileiros que vivem aqui sejam conhecidos pelo resto do Brasil.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
LIVRARIA MAIS MOVIMENTADA DE MANAUS ESTÁ NA MIRA DOS PILANTRAS
Funcionários da Livraria Saraiva do Shopping Manauara, em Manaus, estão de olhos mais abertos do que nunca. Há indícios de que uma quadrilha esteja atacando sistematicamente a loja para roubar livros. Sim! Por incrível que pareça, os pilantras de plantão estão dando uma de intelectuais e subtraindo obras daquela que se tornou a principal livraria da cidade. Segundo um funcionário, que pediu para não ser identificado, pelo menos um homem e uma mulher agem dentro da loja. Apesar do sistema de segurança, e dos próprios funcionários responsáveis pela segurança interna, os suspeitos já conseguiram levar livros da loja sorrateiramente. E de maneira mais sofisticada, houve caso em que um dos meliantes conseguisse enganar os funcionários dizendo que tinha feio uma compra via internet na livraria, mas que não tinha o comprovante. Com muita lábia, um deles teria conseguido levar o livro. Tirando o vacilo do funcionário que, por ventura, tenha entrado no papo, fica o alerta. Não se tem mais pra onde correr mesmo! A pilantragem não perdoa nada, nem ninguém. Se pelo menos, um deles pelo menos me dissesse que era tudo um esforço de roubar dos ricos para dar um biblioteca aos pobres...Aí, poderia até virar um livro pra ser vendido lá na Saraiva!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
COPA 2014: solução dos nossos problemas ou engano coletivo?
Muito se fala, muito se anuncia, muito se anuncia que vão anunciar, muito de tudo. Projetos, discussões, palestras e soluções em todos os prazos. Nunca um evento gerou tanta discussão como a realização da Copa de 2014 tendo Manaus como uma das sedes. E desde que a cidade foi anunciada como tal, todas as esferas envolvidas começaram a falar e falar muito. Mas nada, ou pouquíssima coisa, avançou na direção da concretização das mudanças tão unanimente aceitas como indispensáveis para a realização dos jogos na capital amazonense.
Dois dos 3 maiores jornais da cidade já publicaram reportagens especiais sobre este atraso, mas também mostrando os impasses que se seguiram diante, especialmente, da construção da Arena Amazônica, o novo estádio. Impactos ambientais, gasto desnecessário, necessidade real da obra, respeito e apreço ao velho estádio, o Vivaldão. Ministério Público também se meteu e a obra quase pára de vez.
A prefeitura de Manaus também anunciou um pacote de obras que, de modo ou outro, estão diretamente ligadas aos jogos da Copa. Infraestrutura, transporte, turismo, os assuntos são variados. Para muitos, quase todos, sempre tem alguém falando de soluções. Destaque para o projeto do BRT, dito como melhor meio para o transporte coletivo pra cidade, outro projeto que virou motivo de polêmica, uma vez que se cogitou derrubar até prédios do casario antigo para a construção do sistema viário exigido.
Mas aí é que mora o perigo de começarmos a mitificar a Copa do Mundo aqui em Manaus como solução para os nossos problemas. Alguém tem essa certeza? Que a desfaça, então. Porque a cidade não vai ter seus problemas solucionados. Transporte coletivo. Poluição. Trânsito. O morador da capital sabe o que passa em seu dia-a-dia. Problema é que nem todo mundo ajuda, ou porque não dizer a maioria, a deixar a cidade mais humana.
E quando fala-se em humanizar a cidade, está se falando de deixá-la mais limpa, menos suja em seus igarapés, com trânsito mais educadamente organizado, onde motoqueiros não seja os tresloucados personagens da cena cotidiana. Onde os igarapés não sejam depósitos de lixo. Onde as ruas sejam consideradas extensões das residências. Mas não para virarem locais de abusos das pessoas, mas para serem tratadas com mais respeito, como se fosse um corredor do nosso lar.
Não se iluda o morador. Quando chegar 2014, Manaus vai ter muito mais veículos, mais lixo nas águas, ou seja, menos educação doméstica, item essencial para certas atitudes saudáveis.
Falando em serviços, chegar a um nível de atendimento suficiente para marcar positivamente a memória do turista ainda é uma irrealidade. Um parto demorado, que muito parece não render bons frutos no prazo relativo.
Um simples domingo de muito sol e calor é suficiente para mostrar que a cidade não tem sequer pontos em número adequado que vá suportar a avalanche de turistas à vidos por um banho refrescante em qualquer braço de rio, igarapé ou mesmo piscina.
Fica o alerta para que não caiamos em tentação e ficarmos com os pés muito bem ficandos no chão. Sem alardes, mas também sérios em acompanhar o desenrolar do projeto Copa 2014 em toda a cidade, em todos os níveis da sociedade. Todos têm de dar sua contribuição. Caso contrário, continuaremos viajando na maionese, de maneira coletiva.
Dois dos 3 maiores jornais da cidade já publicaram reportagens especiais sobre este atraso, mas também mostrando os impasses que se seguiram diante, especialmente, da construção da Arena Amazônica, o novo estádio. Impactos ambientais, gasto desnecessário, necessidade real da obra, respeito e apreço ao velho estádio, o Vivaldão. Ministério Público também se meteu e a obra quase pára de vez.
A prefeitura de Manaus também anunciou um pacote de obras que, de modo ou outro, estão diretamente ligadas aos jogos da Copa. Infraestrutura, transporte, turismo, os assuntos são variados. Para muitos, quase todos, sempre tem alguém falando de soluções. Destaque para o projeto do BRT, dito como melhor meio para o transporte coletivo pra cidade, outro projeto que virou motivo de polêmica, uma vez que se cogitou derrubar até prédios do casario antigo para a construção do sistema viário exigido.
Mas aí é que mora o perigo de começarmos a mitificar a Copa do Mundo aqui em Manaus como solução para os nossos problemas. Alguém tem essa certeza? Que a desfaça, então. Porque a cidade não vai ter seus problemas solucionados. Transporte coletivo. Poluição. Trânsito. O morador da capital sabe o que passa em seu dia-a-dia. Problema é que nem todo mundo ajuda, ou porque não dizer a maioria, a deixar a cidade mais humana.
E quando fala-se em humanizar a cidade, está se falando de deixá-la mais limpa, menos suja em seus igarapés, com trânsito mais educadamente organizado, onde motoqueiros não seja os tresloucados personagens da cena cotidiana. Onde os igarapés não sejam depósitos de lixo. Onde as ruas sejam consideradas extensões das residências. Mas não para virarem locais de abusos das pessoas, mas para serem tratadas com mais respeito, como se fosse um corredor do nosso lar.
Não se iluda o morador. Quando chegar 2014, Manaus vai ter muito mais veículos, mais lixo nas águas, ou seja, menos educação doméstica, item essencial para certas atitudes saudáveis.
Falando em serviços, chegar a um nível de atendimento suficiente para marcar positivamente a memória do turista ainda é uma irrealidade. Um parto demorado, que muito parece não render bons frutos no prazo relativo.
Um simples domingo de muito sol e calor é suficiente para mostrar que a cidade não tem sequer pontos em número adequado que vá suportar a avalanche de turistas à vidos por um banho refrescante em qualquer braço de rio, igarapé ou mesmo piscina.
Fica o alerta para que não caiamos em tentação e ficarmos com os pés muito bem ficandos no chão. Sem alardes, mas também sérios em acompanhar o desenrolar do projeto Copa 2014 em toda a cidade, em todos os níveis da sociedade. Todos têm de dar sua contribuição. Caso contrário, continuaremos viajando na maionese, de maneira coletiva.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
DIÁRIO DO AMAZONAS MOSTRA GASTOS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO AMAZONAS
(a matéria saiu no Diário do Amazonas desta terça-feira. Assinada pelo jornalista Valmir Lima, ela está também no site http://www.d24am.com/noticias/amazonas/tribunal-de-justica-do-amazonas-pagou-salario-de-r-52-mil/4363 ... foi de onde tiramos esta reprodução que segue abaixo...é uma forma de encaminhar matérias que podem ajudar na solidificação do poder crítico do povo)
Tribunal de Justiça do Amazonas pagou salário de R$ 52 mil
De janeiro a abril deste ano, desembargadores, juízes, diretores e assessores do órgão receberam pagamentos acima do teto constitucional.
Manaus - O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) fez pagamentos, de janeiro a abril deste ano (não há dados anteriores nem posteriores), acima do teto constitucional a desembargadores, juízes, diretores e assessores. Os pagamentos acima do teto variam de R$ 24,5 mil a R$ 52 mil ao mês.
Os dados estão no site do TJAM, no link ‘transparência’. As planilhas trazem apenas o nome do cargo, sem os nomes dos beneficiados, mas lista os ganhos de todos os desembargadores, juízes, diretores e demais servidores.
Em abril, último mês disponível, 137 juízes receberam pagamentos acima do teto de R$ 24.117,64, estabelecido na Constituição Federal para os membros da magistratura nos Estados (subsídio de desembargador). Desse total, 127 receberam valores acima do teto de ministro do Supremo Tribunal Federal (R$ 26.723,13). A Constituição proíbe o pagamento acima do teto de ministro do Supremo a qualquer servidor público.
Dois juízes, que tem a remuneração de R$ 19.535,27, receberam, em abril, R$ 43.032,09 em valores brutos, graças a ganhos com função ou cargo comissionado e “vantagens eventuais”, item constante da planilha da folha de pagamento. Outro juiz recebeu R$ 42.637,80, um terceiro, R$ 41.187,65 e outro três, R$ 40.102,36.
Entre os desembargadores, no mês de janeiro um recebeu R$ 52.548,94, outro R$ 42.240,29 e dez tiveram ganhos de R$ 39.686,44. Naquele mês, o vencimento do desembargador (teto constitucional) era de R$ 23.216,82, mas todos os 19 magistrados do TJAM ganhavam R$ 2.508,18 de função ou cargo comissionado. Os ganhos foram completados com ‘vantagens eventuais’.
Os juízes foram mais bem servidos: 157 receberam remuneração entre R$ 24 mil e R$ 47 mil. Desses, 150 ficaram acima do teto de ministro do STF, que em janeiro tinham subsídio mensal de R$ 25.725,00.
Fevereiro foi o mês em que os desembargadores ganharam menos: apenas dois receberam R$ 29.375,94. Os demais receberam R$ 26.723,00 (valor igual ao teto de ministro do STF). Naquele mês, o vencimento de desembargador subiu para R$ 24.117,64 e o pagamento por cargo ou função comissionado foi para R$ 2.605,36. Todos os desembargadores receberam esse valor, elevando seus ganhos mínimos para R$ 26.723,00 e máximo para R$ 29.284,34.
Os juízes, em fevereiro, quando teto de ministro do STF passou para R$ 26.723,13, também tiveram remuneração acima desse valor ou igual: foram 128, sendo que cinco deles ganharam R$ 29.110,65 e 74 receberam R$ 26.723,00.
Em março, dois desembargadores ganharam R$ 38.781,82, mas todos tiveram remuneração acima de R$ 26 mil. Entre os juízes, em março, 102 ganharam mais de R$ 24 mil e 90 receberam mais de R$ 26,7 mil.
Entre os diretores, os pagamentos de funções ou cargos comissionados e ‘vantagens eventuais’ também ajudaram a elevar os salários, chagando um diretor de secretaria a receber até R$ 36,5 mil e um secretário, R$ 26 mil.
Teto é de 24.117 para tribunais estaduais
O teto remuneratório para os servidores públicos é estabelecido pelo Artigo 37 da Constituição Federal. O Inciso XI diz que os subsídios não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos ministros do STF.
A Resolução 14, do 21 de março de 2006, do Conselho Nacional de Justiça estabelece que o limite remuneratório dos magistrados e servidores dos Tribunais de Justiça corresponde a 90,25% do teto dos ministros do STF.
Como o teto dos ministros está fixado, desde fevereiro deste ano, em R$ 26.723,13, o teto para os tribunais é de R$ 24.117,64. As vantagens pessoais de qualquer natureza, inclusive as eventuais e as gratificações por exercício de mandato de presidente, vice-presidente, corregedor e diretor de foro, estão sujeitas ao teto, segundo a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que inicia amanhã uma inspeção nas contas do tribunal.
Mas no TJAM, desembargadores, juízes e diretores têm o teto no limite da lei mais as vantagens. Na tabela da folha de pagamento do tribunal, há uma coluna denominada ‘retenção por teto constitucional’, mas de janeiro a abril, nenhum magistrado ou servidor teve remuneração retida.
O D24AM.com procurou, nesta segunda-feira (2), o presidente do TJAM, João Simões, e o vice-presidente Domingos Chalub (que presidiu o tribunal até junho deste ano), mas não obteve sucesso. A assessoria de comunicação do TJAM informou que a agenda de João Simões estava cheia, na segunda, mas tentaria uma entrevista à tarde. Não foi possível. Sobre Domingos Chalub, a assessoria informou que ele estava viajando.
Os dados estão no site do TJAM, no link ‘transparência’. As planilhas trazem apenas o nome do cargo, sem os nomes dos beneficiados, mas lista os ganhos de todos os desembargadores, juízes, diretores e demais servidores.
Em abril, último mês disponível, 137 juízes receberam pagamentos acima do teto de R$ 24.117,64, estabelecido na Constituição Federal para os membros da magistratura nos Estados (subsídio de desembargador). Desse total, 127 receberam valores acima do teto de ministro do Supremo Tribunal Federal (R$ 26.723,13). A Constituição proíbe o pagamento acima do teto de ministro do Supremo a qualquer servidor público.
Dois juízes, que tem a remuneração de R$ 19.535,27, receberam, em abril, R$ 43.032,09 em valores brutos, graças a ganhos com função ou cargo comissionado e “vantagens eventuais”, item constante da planilha da folha de pagamento. Outro juiz recebeu R$ 42.637,80, um terceiro, R$ 41.187,65 e outro três, R$ 40.102,36.
Entre os desembargadores, no mês de janeiro um recebeu R$ 52.548,94, outro R$ 42.240,29 e dez tiveram ganhos de R$ 39.686,44. Naquele mês, o vencimento do desembargador (teto constitucional) era de R$ 23.216,82, mas todos os 19 magistrados do TJAM ganhavam R$ 2.508,18 de função ou cargo comissionado. Os ganhos foram completados com ‘vantagens eventuais’.
Os juízes foram mais bem servidos: 157 receberam remuneração entre R$ 24 mil e R$ 47 mil. Desses, 150 ficaram acima do teto de ministro do STF, que em janeiro tinham subsídio mensal de R$ 25.725,00.
Fevereiro foi o mês em que os desembargadores ganharam menos: apenas dois receberam R$ 29.375,94. Os demais receberam R$ 26.723,00 (valor igual ao teto de ministro do STF). Naquele mês, o vencimento de desembargador subiu para R$ 24.117,64 e o pagamento por cargo ou função comissionado foi para R$ 2.605,36. Todos os desembargadores receberam esse valor, elevando seus ganhos mínimos para R$ 26.723,00 e máximo para R$ 29.284,34.
Os juízes, em fevereiro, quando teto de ministro do STF passou para R$ 26.723,13, também tiveram remuneração acima desse valor ou igual: foram 128, sendo que cinco deles ganharam R$ 29.110,65 e 74 receberam R$ 26.723,00.
Em março, dois desembargadores ganharam R$ 38.781,82, mas todos tiveram remuneração acima de R$ 26 mil. Entre os juízes, em março, 102 ganharam mais de R$ 24 mil e 90 receberam mais de R$ 26,7 mil.
Entre os diretores, os pagamentos de funções ou cargos comissionados e ‘vantagens eventuais’ também ajudaram a elevar os salários, chagando um diretor de secretaria a receber até R$ 36,5 mil e um secretário, R$ 26 mil.
Teto é de 24.117 para tribunais estaduais
O teto remuneratório para os servidores públicos é estabelecido pelo Artigo 37 da Constituição Federal. O Inciso XI diz que os subsídios não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos ministros do STF.
A Resolução 14, do 21 de março de 2006, do Conselho Nacional de Justiça estabelece que o limite remuneratório dos magistrados e servidores dos Tribunais de Justiça corresponde a 90,25% do teto dos ministros do STF.
Como o teto dos ministros está fixado, desde fevereiro deste ano, em R$ 26.723,13, o teto para os tribunais é de R$ 24.117,64. As vantagens pessoais de qualquer natureza, inclusive as eventuais e as gratificações por exercício de mandato de presidente, vice-presidente, corregedor e diretor de foro, estão sujeitas ao teto, segundo a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que inicia amanhã uma inspeção nas contas do tribunal.
Mas no TJAM, desembargadores, juízes e diretores têm o teto no limite da lei mais as vantagens. Na tabela da folha de pagamento do tribunal, há uma coluna denominada ‘retenção por teto constitucional’, mas de janeiro a abril, nenhum magistrado ou servidor teve remuneração retida.
O D24AM.com procurou, nesta segunda-feira (2), o presidente do TJAM, João Simões, e o vice-presidente Domingos Chalub (que presidiu o tribunal até junho deste ano), mas não obteve sucesso. A assessoria de comunicação do TJAM informou que a agenda de João Simões estava cheia, na segunda, mas tentaria uma entrevista à tarde. Não foi possível. Sobre Domingos Chalub, a assessoria informou que ele estava viajando.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
PARA AQUELES QUE AINDA ACREDITAM QUE AMAR VALE A PENA
(Amigos, depois de pitstop para reparos na alma, volto com as postagens. Mas dessa vez, resolvi falar de sentimentos. Depois de um trecho de alta turbulência, o vôo retorna à sua altitude de cruzeiro. Para discutir o assunto, resolvi copiar um texto para o meu blog o qual achei muito oportuno. Tenho certeza de que muita gente vai se identificar com o relatado abaixo. É só ver o que estou dizendo, lendo abaixo...)
O SEGREDO DO CASAMENTO
*Stephen Kanitz
Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
O SEGREDO DO CASAMENTO
*Stephen Kanitz
(Editora Abril, Revista Veja, edição 1922, ano 38, nº 37, 14 de setembro de 2005, página 24)
Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.
Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.
O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.
Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.
Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.
Não existe essa tal "estabilidade do casamento", nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.
Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
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